Professora morta pelo ex tinha se separado após descobrir traição, diz família: 'Ela só queria recomeçar'
25/03/2026
(Foto: Reprodução) Professora morta pelo ex tinha se separado após descobrir traição, diz família
A professora Antônia Tomaz Vieira, de 55 anos, morta a tiros pelo ex-marido em Jataí, na região sudoeste de Goiás, tinha se separado após descobrir uma traição. A dentista Kamila Malaquias publicou um desabafo e disse que Antônia foi forte e corajosa: “O que mais me dói é saber que ela só queria recomeçar” (assista acima).
“Ela fez tudo certo, foi forte, equilibrada, digna e, mesmo assim, não foi suficiente para continuar viva. Porque no Brasil, ainda existe homem que não aceita perder o controle sobre uma mulher”, destacou Kamila.
O crime aconteceu no sábado (21) após Antônia não aceitar uma tentativa de reconciliação, segundo o delegado responsável pelo caso, Marlon Souza Luz.
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No vídeo, Kamila explicou que, uma semana antes do casamento da irmã, que é nora de Antônia, a sogra da irmã descobriu que o ex-marido e o pai dos filhos com quem ela foi casada por mais de 35 anos, a traía por pelo menos 11 anos.
“Dentro da sua bondade, da sua sabedoria, ela não gritou, ela não fez escândalo, ela não perdeu a dignidade. Ela ficou em silêncio e pediu o divórcio”, disse.
Antônia Tomaz Vieira participou do casamento do filho poucos dias antes de ser morta pelo ex-marido, Goiás
Reprodução/Instagram Karol Malaquias
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Mãe do noivo
Antônia participou do casamento do filho e esteve presente durante a cerimônia. Kamila afirmou que Antônia estava linda e feliz porque o filho estava construindo uma nova família. O casamento aconteceu no início do mês de março. Antônia assinou o divórcio no dia 16 de março. “No casamento da minha irmã, mesmo com o coração dilacerado, ela fez o papel de mãe do noivo de forma impecável”, disse Kamila.
No vídeo, Kamila afirmou que o ex-marido de Antônia não aceitava o divórcio e ameaçava tirar a própria vida o tempo todo. Segundo o delegado Marlon, os dois estavam separados há cerca de 40 dias e moravam em casas diferentes.
Crime
No sábado (21), Luziano Rosa Parreira, de 54 anos, teria ido até a casa da avó de Antônia e chamado por ela. Após a professora sair para a calçada, os dois tiveram uma conversa momentos antes do crime.
Segundo o delegado, o ex-marido já vinha premeditando esse feminicídio e o suicídio, principalmente pela carta que foi encontrada com a data do dia 17/03 e pela dinâmica que os corpos foram encontrados.
“Ele estava com um urso aparentemente com um ursinho de pelúcia, demonstrando obviamente que ele estava ali para tentar uma reconciliação”, explicou o delegado.
De acordo com a investigação, Antônia foi atingida na região da cabeça e no tórax e estava com uma lesão nas mãos e nos braços, quando possivelmente tentou se proteger dos disparos. Em seguida, Luziano atirou contra a própria cabeça.
Antônia Tomaz Vieira, de 55 anos, foi morta pelo marido.
Reprodução/Instagram de Antônia Tomaz
Homenagens
Nas redes sociais, a nora de Antônia, Karol Malaquias escreveu que ela foi uma mulher admirável, justa, honesta, trabalhadora, forte e dona de um coração imenso. Ela ainda destacou que a sogra sempre será lembrada como a mulher incrível que foi: forte, íntegra, batalhadora e cheia de amor.
"Seu legado viverá em cada lembrança, em cada ensinamento, em cada pedaço de amor que você deixou na vida de sua família e de todos que tiveram o privilégio de te conhecer e também do Benício que não teve a sorte de ter você ao lado na vidinha dele .. mas vou contar sobre como você era incrível pra ele", escreveu Karol.
A professora também foi homenageada pelos alunos da Escola Estadual Polivalente Dante Mosconi onde ela lencionava matemática. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) publicou nota de pesar e prestou solidariedade à família.
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