'Cativeiro virtual': jovem é preso suspeito estuprar adolescente e induzi-la à automutilação
03/06/2026
(Foto: Reprodução) Operação prende suspeito de abusar de adolescente e mantê-la em cativeiro virtual
Um jovem de 19 anos foi preso suspeito de manter uma adolescente de 13 anos em um “cativeiro virtual”. Segundo a Polícia Civil, ele utilizava plataformas digitais para ameaçar, constranger e realizar violência psicológica, física e sexual contra a jovem, moradora de Rio Verde, na região sudoeste de Goiás.
O suspeito foi preso na terça-feira (2), no Paraná, durante a realização da Operação “Rastro Virtual”. O nome dele não foi divulgado, por isso o g1 não conseguiu localizar a sua defesa até a última atualização desta reportagem.
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Em entrevista ao g1, o delegado responsável pelo caso, Matheus Dutra, do Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Rio Verde, contou que o investigado abordou a jovem por meio do chamado “golpe da comparação”, enviando imagens íntimas e afirmando que eram dela. Em seguida, ameaçou divulgar o material caso a adolescente não enviasse uma foto verdadeira. Após receber as imagens, ele intensificou as ameaças e constrangimentos para manter controle sobre ela, com o pretexto de evitar expor o conteúdo a familiares e terceiros.
"O cativeiro virtual se instalou, na medida em que, a vítima não tinha a sua liberdade restringida fisicamente, mas, de forma remota e virtual, através das chantagens e ameaças de divulgação do material obtido, se encontrava em poder do criminoso, realizando todas as vontades e exigências feitas", explicou o investigador.
Investigação
O caso veio à tona após os familiares da adolescente perceberem que ela estava sendo vítima de ameaças pela internet. Com o avanço das investigações, a polícia descobriu que quem estava por trás dos perfis anônimos nas redes sociais era um homem que morava no Paraná.
De acordo com a polícia, o suspeito obrigava a jovem a praticar atos sexuais em seu próprio corpo, além de submetê-la a comportamentos degradantes e à automutilação.
"O investigado exigia que a vítima bebesse agua do vaso sanitário, introduzisse objetos em seu órgão genital e realizasse pequenas lesões. Ainda, obrigou a vítima a instalar um aplicativo que permitia que o investigado a monitorasse, estabelecendo um domínio ainda maior sobre a vítima", destacou o delegado.
O investigador ressaltou ainda que, além das violências físicas e mentais, o suspeito ambém exigia pagamento em criptomoedas -- os quais não foram efetivados --, para não divulgar o material da adolescente para a família.
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Divulgação/Polícia Civil
Ele deve responder pelos crimes de estupro virtual, tortura, extorsão, induzimento a automutilação, invasão de dispositivo informático e armazenamento de conteúdo sexual envolvendo criança ou adolescente.
Prisão
A prisão do homem ocorreu em uma casa no bairro Jardim Brasília, em Paiçandu, no noroeste do Paraná. Segundo a polícia, no momento da abordagem, ele estava de tornozeleira eletrônica.
No local, os policiais apreenderam um celular e um notebook, que serão submetidos à perícia para auxiliar no andamento das investigações e verificar a existência de outras possíveis vítimas.
Conforme divulgado pela Polícia Civil do Paraná, o suspeito já havia sido preso no ano passado durante uma operação contra o armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil.
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